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Bancada evangélica deve “ir para o ataque” nos próximos anos

Publicada em 12/10/18 as 08:23h por RADIO IGAPRE - 3 visualizações


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 (Foto: RADIO IGAPRE)

O número de evangélicos no Brasil tem crescido muito nas últimas décadas e isso tem influenciado nas decisões políticas do país. A bancada evangélica, que começou tímida na década de 1980, ganhou maior destaque na mídia toda vez que o Congresso debatia projetos de lei que contrariavam os valores defendidos pelos cristãos.

O cenário que se desenha para a próxima legislatura tende a mudar esse perfil. Com a formação mais conservadora desde a redemocratização, a próxima legislatura deve ser marcada por uma diminuição drástica no avanço de pautas vindas da esquerda.

Num eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) – que teve muita proximidade com a Frente Parlamentar Evangélica durante sua atuação como deputado federal – a mudança deve ser clara.

Caso Fernando Haddad (PT) vença a convivência não deve ser harmoniosa, uma vez que quando era Ministro da Educação (2005-2012) ele teve um grande embate com a FPE por causa da “cartilha anti homofobia” preparada pela sua pasta.

Apelidado de “kit gay”, o material que mostrava graficamente imagens de cunho homoafetivo para crianças na faixa dos 11 anos, só não foi distribuído nas escolas de todo o país graças à reação da bancada evangélica.

Na antecipação de como esse bloco suprapartidário deve se comportar nos próximos anos, Anna Virginia Balloussier, jornalista especializada em “religião e política”, aposta numa ação mais ativa do bloco.

Ainda que apenas 45% de seus atuais membros tenham sido reeleitos, a tendência é ela agir impulsionada pela onda de conservadorismo que parece ter se instalado no Brasil.

“Antes era uma espécie de goleiro, mas agora vai para o ataque”, acredita a analista. Durante a edição mais recente do Eleição na Chapa, podcast da Folha de São Paulo, ela fez vários prognósticos do que deve acontecer no Congresso nos próximos anos.

Segundo a jornalista, com uma presença maior de conservadores na Casa de Leis, parece natural que os parlamentares de esquerda passem para a defesa. “As bandeiras do Bolsonaro já convergem com a deles e a expectativa é que haja um relacionamento amigável”, acredita Balloussier.






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